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Sexta-feira, 12 de Outubro de 2012

Calçado Adequado – Declive Máximo Fisiológico

Artigo publicado na revista da Associação Portuguesa de Podologia’Saúde em Pé’ em abril 2012

Todos os direitos reservados. Não são permitidas cópias ou plágio do artigo, a publicação de excertos ou da totalidade do artigo está legalmente obrigada a identificar os autores.


Autores:


Joana Azevedo1, João Gomes2

1Podologista Grupo Cordeiro Saúde|Responsável Linha Podiátrica Canal Sapo Saúde; linhapodologica@sapo.pt

2Engenheiro Mecânico|Director Coordenador Operações ALD Automotive Portugal|Grupo Societé Générale


Resumo:


A escolha do calçado adequado é muito importante para a saúde do pé e para o bem-estar físico e psíquico do ser humano.

O calçado inadequado é uma das principais causas de dor no pé, do restante membro inferior e coluna vertebral. É também o principal responsável por diversas alterações biomecânicas e por patologias a elas associadas, como entorses e lesões, que não se limitam apenas ao membro inferior.

Este trabalho tem como principal objectivo salientar a importância da escolha de calçado adequado para a preservação da integridade biomecânica do pé, do membro inferior e do organismo em geral. Em complemento realizou-se um estudo para analisar a altura dos saltos e o declive dos pés da amostra em estudo.

 A elaboração deste trabalho centrou-se nos critérios e características de selecção do calçado adequado, na identificação das principais alterações biomecânicas e patologias consequentes do uso de calçado inadequado e na definição dos critérios de selecção da altura do salto, especialmente no calçado feminino.

É do conhecimento geral que a altura do salto é um factor de extrema importância no comportamento biomecânico do pé em cadeia cinética fechada. Por outro lado, somos diariamente confrontados com uma questão que se torna pertinente; ‘qual é a altura do salto mais indicada para cada pessoa?’

Graças à união entre a biomecânica do corpo humano da área da Podologia e a trigonometria, matemática e engenharia, é possível desenvolver uma tabela da variação do declive em função da altura do tacão e do comprimento do pé e assim estabelecer um limite entre o Declive Fisiológico e o Declive Patológico.

O estudo foi baseado numa amostra de 100 pacientes de sexo feminino da Consulta de Podologia da Clínica do Estoril. O tratamento de dados estatísticos incidiu na variação do declive em função da altura do salto e da faixa etária. Através da análise dos dados concluímos que 60% da amostra estudada usa salto adequado para o seu pé e portanto podemos concluir que a maioria da população em estudo apresenta um declive fisiológico.

Concluímos que o declive varia praticamente na proporção directa da variação da altura do salto, uma vez que a média do número de calçado está compreendida num intervalo muito reduzido, entre os números 36 e 38, em qualquer dos escalões etários.


Introdução:


Um estudo norte-americano concluiu que:

Nove em cada dez mulheres usam sapatos demasiado pequenos para os seus pés. [1]

Todos os anos a população feminina mundial perde 44 milhões de dias de trabalho devido a dores causadas pelos saltos altos e sapatos inadequados. [1]

As mulheres têm 4 vezes mais problemas nos pés do que os homens, devido ao calçado inadequado, principalmente, devido ao uso de saltos altos e frentes apertadas. [1]

A indústria do calçado é cada vez mais padronizada, o que inevitavelmente prejudica as capacidades funcionais do pé. Cada pessoa necessita de aconselhamento personalizado para o seu calçado. [2] Mesmo quem não tem patologia de risco ou alterações associadas.

Na hora de escolher o ‘sapato ideal’ para o dia-a-dia e principalmente para quem passa muito tempo em pé ou tem problemas nos pés, devemos compreender e respeitar a máxima: O sapato adapta-se ao pé não é o pé que se adapta ao sapato [3]

É errado comprar um sapato que está justo ou um pouco apertado pensando que passado uns dias já alargou. [4]

O facto de ter alargado com a ajuda do pé significa que o pé esteve comprimido, apertado e em esforço dentro do sapato. O mais certo é ter provocado dor ou incómodo, o que já não é bom. Mas o mais grave é que certamente provocou alterações ou deformações osteo-articulares e/ou musculo-ligamentares que por vezes não são imediatamente visíveis, mas que no futuro podem ter consequências devastadoras para o pé, como os joanetes, os dedos em garra e os calos ou calosidades, entre outras.

Sapatos, meias e ortóteses devem respeitar a biomecânica do pé, favorecer e permitir o arejamento cutâneo, permitir a liberdade dos dedos, evitar o deslizamento do pé para a frente e assegurar a sua estabilidade transversal, evitando desequilíbrios e instabilidade.

Se pensarmos na anatomia, fisiologia e biomecânica do pé, percebemos que o calçado imposto para a vida em sociedade e o caminhar sobre solos artificiais prejudicam as capacidades e propriedades biomecânicas naturais do pé.

Na realidade, um objecto estático como o sapato nunca pode adaptar-se na perfeição a um órgão dinâmico como o pé. Isto resulta numa relação de compromisso com os inevitáveis conflitos que qualquer solução de compromisso acarreta.

O pé é um órgão ancestral que está preparado para caminhar descalço sobre terrenos irregulares e algo adaptáveis às suas curvaturas [5]. Se pensarmos nesta frase, percebemos que caminhar num solo liso e estático como aquele que temos nas cidades e nas nossas casas não é o mais adequado para a grande maioria dos pés adultos.

É por isso que os estudos sobre ergonomia e biomecânica do pé afirmam que: 2 a 3cm de salto é apropriado e até indicado para quase todos os adultos [4], uma vez que contribui para a adaptação do pé ao solo artificial e nada ergonómico dos nossos dias.

Mas será correcto afirmar que um salto entre 2 e 3cm é sempre adequado para todas as pessoas?

Para responder a esta questão foi elaborada uma tabela de variação do declive em função do número do calçado (comprimento do pé) e da altura do tacão, cujos valores devem ser interpretados tendo em conta que o declive máximo fisiológico é de 10 graus[6].

É importante referir que a medida correspondente aos dedos (25% do comprimento total do pé) deve ser desprezada uma vez que o uso de saltos altos coloca os ‘pés permanentemente numa posição flectida, e com os dedos esticados’[7], a fazer um ângulo de 0⁰ com o piso, como demonstra a figura abaixo.

 

Fonte: Cronin J, Reynolds G. A Scientific Look at the Dangers of High Heels


Critérios básicos de selecção de calçado adequado:

  • Comprar os sapatos ao final do dia, quando o pé está mais dilatado, [4]
  • Escolher o número do sapato, atendendo ao comprimento do pé maior [4] e do dedo mais comprido, que nem sempre é o Hallux,
  • Confirmar o número do calçado frequentemente, pois o pé modifica-se com o passar dos anos, [4] Para isso devemos experimentar o número que pensamos ser adequado bem como o número acima,
  • Dar preferência ao calçado com velcros, fivelas, elásticos ou atacadores que facilitam o ajustamento ou alargamento do sapato mediante as necessidades,
  • Evitar costuras, principalmente a nível digital,
  • Devemos optar por marcas ou modelos de sapatos que já conhecemos, que tenhamos usado ou que sabemos que nos farão sentir bem,
  • Não devemos comprar sapatos apertados e que não ‘encaixem’ ou não se adaptem bem ao pé,
  • Colocar o pé por cima do sapato e, em pé, encaixar o calcanhar. Deve sobrar um espaço entre os dedos  e a ponta do sapato, para que não fique apertado.
  • O pé dentro do sapato deve deslizar um pouco, [4]
  • Devemos experimentar o par de sapatos, caminhando um pouco na loja [4]

Características a ter em conta na escolha do calçado adequado[4] [8]:

  • Pele natural ou couro curtido.
  • Sola amortecedora (borracha/elastómero ou couro, mas este é mais duro e perde-se a propriedade de amortização dos choques) e flexível, mas não demasiado mole para evitar movimentos de torção do pé.
  • Frentes amplas que respeitem a volumetria do pé e dos dedos, para que caibam em toda a sua amplitude e se movam dentro do sapato sem sofrerem apertos e deformações.
  • Contraforte no calcanhar que sustente o calcanhar e impeça a instabilidade do pé (não se recomenda sapatos com contraforte mole no calcanhar).
  • Largura de tacão conveniente ≥ 2cm
  • Altura de salto conveniente entre 2 e 3cm. (?)

A instabilidade do pé aumenta com tacões inferiores a 2cm de largura e com altura superior a 2,5cm. Estes parâmetros influenciam a estabilidade transversal do pé e tornozelo. [3]

Por norma um salto com largura superior a 2cm e altura menor que 5cm não prejudica a fisiologia do pé são ou normal. [3]

Ao interpretarmos estes conceitos podemos questionar se este valor de altura de salto será igual para todas as pessoas.

A partir desta dúvida - Qual a altura máxima de salto capaz de respeitar a fisiologia do pé são? - surgiu o mote para este trabalho.

Sabemos que o Declive Máximo Fisiológico é 10⁰ [6], de forma a não colocar o pé bem como o restante membro inferior e coluna numa posição que possa conduzir a alterações nefastas.

Para respeitar o declive máximo fisiológico e evitar alterações biomecânicas, a altura do tacão não deve exceder um valor limite, que varia em função do comprimento do pé e pode ser encontrado utilizando a função trigonométrica arcotangente, que define o declive em função do comprimento e da altura.

 

O salto adequado depende do declive máximo fisiológico do pé

O declive é a relação entre o comprimento do pé e a altura do tacão

Função Trigonométrica:

Declive = Arcotangente (Altura/Comprimento)

Nota: Após obtenção dos valores de declive em radianos, convertemos em graus (100 rad = 90⁰)

 

A partir do estudo da Inclinação Máxima Fisiológica do Pé – Declive – podem estabelecer-se valores de referência para a Altura Máxima Fisiológica do Tacão em função da medida do Comprimento do Pé de cada pessoa.

Através desta relação é possível criar uma tabela que estabelece o declive do sapato (em graus) em função da altura do tacão e do comprimento do pé. Deste modo podemos estudar e dar a conhecer à comunidade científica e podiátrica qual a altura do salto máximo fisiológica para cada pessoa, atendendo ao comprimento de cada pé.

 


Análise:

 

Através da análise da tabela, percebemos que o salto máximo fisiológico não é igual para todas as pessoas, pois depende do comprimento do pé de cada uma.

No entanto, é possível estabelecer como critério que o salto deve ser sempre inferior a 5cm (mesmo para comprimentos de pés mais elevados).

De um modo geral podemos dizer que:

  • Se calça entre 35 e o 39 o salto máximo é 3,5cm
  • Se calça entre o 40 e o 42 o salto máximo é 4cm

As medidas acima referidas correspondem às alturas máximas de salto para que não se ultrapasse o declive máximo fisiológico.

No gráfico abaixo podemos identificar o salto máximo fisiológico para cada número de calçado.

 

Gráfico 1: Obtemos a altura de salto máxima em função do número de calçado para um declive de 10⁰.

- À medida do comprimento total do pé subtraímos 25% correspondente à zona dos dedos, pois não é afectada pela variação do salto (declive 0⁰).

- À altura do tacão subtraimos 0,5cm correspondente à altura da sola do mediopé e antepé (≥ 0,5cm).

- No caso de calçado com sola compensada é necessário retirar o valor da compensação anterior, ao valor da altura do salto.

 

Alterações Biomecânicas Consequentes do Declive Patológico a nível do Membro Superior:

 

A principal alteração de um declive do pé superior a 10⁰ a nível do membro superior é o deslocamento no sentido anterior do centro de gravidade, que leva a hiperlordose lombar. O aumento da curvatura lombar no plano sagital está associado a uma anteversão da pelve.

A hiperlordose mantida origina sintomatologia dolorosa a nível da coluna vertebral, sendo as lombalgias as mais frequentes.

 

Alterações Biomecânicas Consequentes do Declive Patológico a nível do Membro Inferior:

  • Transferência de Carga para a Zona Anterior do Pé
  • Diminuição da Superfície de Apoio / Base de Sustentação
  • Hiperpressão do Antepé
  • Aumento da Instabilidade da Articulação Tibiotársica
  • Encurtamento do Tendão de Aquiles e da Musculatura Posterior da Perna
  • Debilidade das Estruturas Musculo-Ligamentares
  • ‘Sobrecarga nas Articulações dos Joelhos’

 Segundo o Reumatologista António Vilar ‘…Com saltos acima dos 6 cm, caminhamos sempre com os joelhos em flexão, o que sobrecarrega a articulação dos joelhos…’

 

 Principais Patologias Associadas ao uso de Calçado Inadequado:

  • HAV
  • Exostoses Artc MTF (Joanetes 1ª AMTF e 5ª AMTF)
  • Dedos em Garra
  • Supra e Infraduções Digitais
  • Hiperqueratoses, Helomas e Tilomas
  • Onicocriptoses, Onicólises
  • Metatarsalgias
  • Fasceítes Plantares
  • Talalgias: Entesites, Bursites, Síndrome Haglund
  • Entorses (favorecidas pela instabilidade)

 Sinais que indicam conflito entre o pé e o calçado:

  • Dor (metatarsalgias são as mais frequentes), Calor (sensação de queimadura), Eritema
  • Helomas, Tilomas e Hiperqueratoses
  • Onicólise, Onicocriptose, Hematomas Subungueais
  • Fictenas, Hematomas Subcutâneos
  • Atrofia ou Distrofia das unhas
  • Deformações Digitais
  • Entre outras

É de salientar que estas lesões são habitualmente causadas por microtraumatismos de repetição e/ou por calçado apertado e com salto demasiado alto. Também podem ocorrer reacções alérgicas ao material do calçado.

 

Estudo

 

Materiais e Métodos:

 

A amostra foi constituída por 100 pacientes do sexo feminino, com idades compreendidas entre os 14 e os 92 anos de idade da Consulta de Podologia da Clínica do Estoril.

Foram excluídos da amostra pacientes com idade inferior a 14 anos e pacientes de sexo masculino.

Para a realização das avaliações foi necessário o uso de uma régua para medir a altura do salto do calçado das pacientes e o comprimento dos pés em centímetros.

No caso de calçado com sola compensada é necessário retirar o valor da compensação anterior ao valor altura do salto.

Usou-se uma Tabela de Conversão que relaciona a medida do pé em centímetros com o número de calçado. Para este trabalho escolheu-se a Numeração Europeia.

 

Legenda: Tabela de conversão Mondopoint

 

Com o paciente em bipedestação estática, mediu-se com uma régua calibrada em centímetros o comprimento total do pé, desde a extremidade posterior do osso calcâneo até a extremidade distal da falange distal do dedo mais comprido (que nem sempre corresponde ao primeiro dedo).

Através da medição dos pés e dos dedos dos pacientes da amostra determinou-se que cerca 25% do comprimento total do pé corresponde à zona digital, que se mantém paralela ao piso.


Resultados:

 

 

 

Análise e Tratamento de Dados:


No universo estudado o declive varia entre 2⁰ e 30⁰, sendo a altura mínima de tacão 1cm e máxima de 14cm.

 

Conclusão:


Concluímos que uma vez que a variação do número de calçado se encontra num intervalo limitado e reduzido (35 ao 40) e que por isso, não é muito significativa, o factor determinante é a altura do tacão.

A altura do tacão está intimamente relacionada com o declive do pé e varia na proporção directa deste.

Podemos concluir que sempre que o salto é superior a 5cm, o declive ultrapassa 10⁰ e por isso estamos na presença de um declive patológico, o que se verificou em 40% da amostra estudada, com uma altura de salto média de 7,5cm e um declive médio de 17,5⁰.

As faixas etárias de senhoras analisadas que usam maiores saltos, sujeitando o pé a maior declive, são as correspondentes aos 20-30 anos e aos 50-60 anos, com uma altura de salto média de 6,2cm e 7,0cm, ao que corresponde um declive médio de 14⁰ e de 16⁰, respectivamente.

A percentagem da amostra que utiliza um salto fisiológico corresponde a 60%, com uma altura de salto média de 2,7cm e um declive médio de 6,3⁰.

Assim, tendo em conta que devemos usar um salto que não esteja no limite máximo do desconforto para o organismo, podemos afirmar que para a maioria da população desta amostra o salto ideal varia entre os 2cm e os 4cm, dado que os números de calçado mais frequentes (77%) estão compreendidos entre o 36 e o 38 (Numeração Europeia).

 

…“As grandes tensões musculares que ocorrem ao andar de saltos altos podem no limite aumentar a probabilidade de lesões por tensão. Numa pessoa que usa saltos a maior parte da semana de trabalho, diz o Dr. Cronin, a posição do pé e da perna nos saltos torna-se a nova posição por defeito para as articulações e estruturas internas. Qualquer alteração desta definição de base diz, como calçar uns Keds ou uns Crocs, constitui um novo ambiente, que pode aumentar o risco de lesão. Há que salientar, diz ele, que no seu estudo os voluntários eram bastante jovens, uma média de 25 anos, o que sugere que não é necessário usar saltos durante muito tempo, ou seja, décadas, até estas adaptações começarem a acontecer. Tente, se possível, reduzir um pouco o calçado muito alto. Usar saltos altos talvez uma ou duas vezes por semana. E se isso não for viável tente tirar os sapatos de salto sempre que possível, por exemplo quando está sentada à secretária. Os sapatos continuam a ser lindos, mesmo aninhados ao lado dos seus pés”… [7]

 

Nos dias de hoje a moda e o papel activo e cada vez mais importante das mulheres na vida em sociedade levam a escolhas de calçado que podem não ser as mais adequadas.

Ao usarmos permanentemente saltos demasiado altos submetemos o nosso pé a um declive patológico superior ao declive máximo fisiológico de 10⁰. A médio e longo prazo isto irá provocar alterações biomecânicas que se podem tornar irreversíveis.

O papel do Podologista/Podiatra é fundamental para orientar e influenciar os pacientes na escolha do calçado adequado. Desta forma podemos contribuir para minimizar os problemas dos pés dos nossos pacientes e melhorar a sua qualidade de vida.

Se a pressão social sobre o aspecto e tipo de calçado ‘aceitável’ ou bonito para as mulheres e para a vida em sociedade mudasse, haveria muito menos problemas nos pés!

 

Referências:


[1] feetforlife.org. The Society of Chiropodists and Podiatrists. USA. 2009. FAQs – Feet Stats and Facts. 20/01/2009

[2] Goldcher A Barouk LS. Calcéologie Médicale. Ver Rhum. Sppl Pédagogique. 1998; 65-5966

[3] Goldcher A et Acker D. Peid et Higiène. Encycl Méd Chir. Editions Scientifiques et Médicales. Elsevier SAS, Paris, Podologie 27-140-A-20, 1999, 4p.

[4] Viladot A y colaboradores. Quince lecciones sobre patología del pie, 2ª Ed.. Springer-Verlag Ibérica. Barcelona. 2000: 181-190

[5] Massada, J. O Bipedismo no Homo Sapiens: postura recente. Nova Patologia. Lisboa: Editorial Caminho. SA. 2001

 [6] Barouk LS. La femme et sa Cahussure, Masson 1988: 91-106

[7] Cronin J, Reynolds G. A Scientific Look at the Dangers of High Heels .The Journal of Applied Physiology Musculoskeletal Research Program at Griffith University. Queensland, Australia. 2011

[8] Goldcher A. Manual de Podologia. Masson 1992: 27-31


publicado por Dra. Joana Azevedo às 15:25

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Dra. Joana Azevedo
Podologista
Licenciada pela Escola Superior de Saúde do Vale do Ave. Especialização no New York College of Podiatric Medicine (NYCPM). Exerce actividade clínica desde 2003 com cédula profissional nº 128 da Associação Portuguesa de Podologia. Membro fundador do Núcleo de Podologia da ESSVA. Podologista do canal Sapo Saúde desde 2005. Actualmente tem consultórios no Estoril.

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Consultórios:

Clínica Parque do Estoril - Grupo Cordeiro Saúde
Tel. 219236381
Av. Aida, 153 Lj - 2765-187 Estoril
(em frente ao jardim do casino, a 50m da estação da CP do Estoril)



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