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Este blog foi feito a pensar na saúde e bem-estar dos seus pés. Espero que lhe seja útil! Compostos por 26 ossos, 33 articulações, 20 músculos e mais de 100 ligamentos, os pés são o alicerce de todo o corpo, e é deles que depende o equilíbrio do aparelho locomotor. A saúde e o bem estar dos nossos pés deve ser mais do que uma simples preocupação estética e requer os cuidados especializados de um Podologista.

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Domingo, 13 de Janeiro de 2008

Diabetes Mellitus

Diabetes é uma Doença:
  v  Crónica, evolutiva, mas controlável
  v   Provocada por excessos “alimentares” 
    Associada a outras doenças como obesidade e hipertensão arterial
  Caracterizada por complicações em orgãos como: pés, olhos, rins e coração.
A diabetes não escolhe idades, afecta crianças, adultos e idosos.
 
Sintomas da Diabetes
O Pâncreas é uma glândula que produz e segrega INSULINA (nos ilhéus de Langerhans). Se a insulina faltar, o açúcar (glicose), proveniente dos alimentos, não pode ser usado pelo organismo como fonte de energia e a sua concentração aumenta no sangue. O excesso de açúcar no sangue é eliminado através dos rins, que para o dissolver, eliminam também um grande volume de água. Assim a pessoa urina mais (poliúria) e bebe muito (polidipsia) para compensar a perda de líquidos. Ao não se aproveitar o açúcar, as gorduras são queimadas e há emagrecimento.
Outra consequência é o aumento de apetite e o aumento do consumo de alimentos (polifagia). Quanto mais se come, mais aumenta a ingestão de açúcar, resultando isto num aumento do seu nível no sangue. Estabelece-se assim um cículo vicioso.
 
Principais Sintomas Característicos da Diabetes:
v      Cansaço;
v      Urina abundante;
v      Emagrecimento;
v      Aumento de apetite.
 
 Outros Sintomas:
É conveniente recordar que podem surgir outros sintomas, que por serem menos evidentes receben o nome de Sintomas Secundàrios:
v    Comichão generalizada ou nos orgãos genitais;
v   Propensão a infecções da pele (panarícios, furúnculos);
v      Dificuldades na cicatrização de feridas;
v      Infecção das gengivas;
v      Afrouxamento dos dentes;
v      Dor e formigueiro nas extremidades;
v      Alterações da visão.

 

Mas... a Diabetes pode não dar sintomas
 
       Nem todos os diabéticos apresentam estes sintomas; alguns apresentam um ou dois e mais de metade dos Diabéticos não têm nenhum sintoma.
       Existem portanto, diabetes ignoradas que por serem ligeiras não são acompanhadas de nenhum desconforto.
       O Diabético sente-se bem mas na realidade os seus orgãos internos (olhos, rins, nervos e em geral, todo o aparelho circulatório) estão a deteriorar-se como consequência de um mau aproveitamento do açúcar. Ao fim de algum tempo pode ser uma complicação maior a fazer com que a Diabetes seja descoberta.
       O Diagnóstico é fácil quando aparecem os sintomas principais. Pelo contrário, quando são os sintomas secundários a aparecer, a suspeita é mais difícil e apenas as análises sanguíneas e da urina, com exame específico, podem confirmar o diagnóstico.
       Muitas vezes a Diabetes é descoberta de uma forma casual quando se realizam análises de rotina por diversos motivos (check-up, cirurgia, etc.).
       Nas crianças e jovens o início da Diabetes é rápido, com sintomas mais claros e evidentes.
       Nos adultos e idosos o início é gradual, com sintomas não muito claros e não é raro um diagnóstico casual.
 
Diagnóstico da Diabetes
 O diagnóstico da Diabetes faz-se sempre por meio de análises.
 
Análises de glicose na urina
A existência de uma quantidade importante de glicose, mais de 15 ou 20 gramas, especialmente se acompanhada de acetona é geralmente sugestiva de Diabetes.
Valores mais baixos podem ser equívocos pois há outras situações em que podem aparecer. Por isso deve confirmar-se sempre com análises no sangue.
A ausência de glicose na urina não exclui a existência de diabetes já que em determinadas circunstâncias a glicose pode estar elevada no sangue sem passar para a urina.
Análises de glicose no sangue
O aumento da glicose no sangue é o parâmetro mais fiável para diagnosticar a Diabetes. Pode ser medida a diferentes horas do dia mas habitualmente faz-se a avaliação em jejum. Nos adultos, valores de glicose em jejum abaixo dos 110 mg/dl (plasma venoso) devem ser considerados normais. Quando aparecem valores superiores a 126 mg/dl em mais que uma ocasião pode fazer-se o diagnóstico de Diabetes. Uma única análise com valor alto de glicose não é suficiente para estabelecer o diagnóstico; é necessário confirmar esse valor com uma nova determinação noutro dia.
Quando a glicose no sangue está acima dos 180 mg/dl o rim não consegue evitar que ela passe para a urina e aparece glicosúria. Se a quantidade de glicose no sangue, em jejum, se encontrar entre os 110 mg/dl e os 126 mg/dl não pode ser considerado normal já que se trata de um valor alterado e que deve ser mantio sob vigilância
Em alguns casos é recomendado realizar a Curva de Glicémia, que consiste em tomar, em jejum, gicose (geralmente 75 mg) dissolvida em água e em seguida realizar uma série de análises em momentos distintos. Esta prova serve para aclarar situações duvidosas, no entanto, não deve ser realizada se houver a certeza que a pessoa é diabética pois a ingestão de glicose neste caso poderia ser prejudicial.
Quem pode ser Diabético?
A Diabetes é uma doença muito frequente.
Todas as pessoas podem ter Diabetes mas há algumas que são mais predispostas que outras.
Em metade dos casos a Diabetes passa despercebida, por isso é recomendado que as pessoas de maior risco façam testes.
Estas pessoas são:
v      Pessoas com mais de 45 anos e principalmente os idosos;
v      Pessoas com parentes em primeiro grau com Diabetes;
v      Obesos;
v      Mulheres que tiveram filhos com mais de 4Kg ou que tiveram hiperglicemia durante a gravidez;
v      Mulheres que tiveram abortos repetidos;
v      Hipertensos;
v      Pessoas com alterações de metabolismo das gorduras (colesterol anormal, triglicerídeos aumentados).
 
 Complicações Agudas da Diabetes
1.      HIPOGLICÉMIA
-          É a baixa acentuada do açúcar no sangue (glicemia <70 mg/dl);
-          Os sinais de alerta são:
   - Astenia (falta de forças);
   - Cefaleias (dores de cabeça);
   - Tonturas, tremores e suores;
    - Sono agitado.
Quando estiver nesta situação coma imediatamente 1 ou 2 pacotes de açucar ou uma bebida açucarada.
2.      COMA DIABÉTICO
-          Há falta de produção ou utilização da insulina;
-          No sangue há aumento acentuado do açucar;
-          Na urina há aparecimento de açúcar e de corpos cetónicos;
-          Os sinais de alerta são:
        Poliúria e polidipsia;
       Polifagia e emagrecimento;
       Náuseas, cansaço fácil e mal-estar;
-          Quando se encontrar nesta situação recorra ao Serviço de Saúde mais próximo.
 Insulina
-          É uma hormona produzida pelo pâncreas, cuja função é descer o açúcar no sangue;
-          No diabético a sua produção é insufuciente ou não existe, pelo que é necessário receitá-la como medicamento.
-          As instruções de utilização devem ser rigorosamente cumpridas:
-        Guarde a insulina na porta do frigorífico, na parte mais baixa;
-       Agite bem a embalagem antes de preparar a dose;
-       Certifique-se que toma a dose adequada;
-       Coma imediatamente, após a administração de insulina;
-       Respeite os locais de administração indicados pelo seu médico.
  A Dieta do Diabético
A dieta constitui o pilar fundamental do tratamento da Diabetes.
Seguir à risca o regime alimentar aconselhado oelo médico assume uma importância enorme, já que constitui uma medida eficaz para prolongar a vida.
Todos os doentes devem cumpri-la, pois com esta simples medida consegue-se manter compensados mais de 1/3 dos Diabéticos.
Os alimentos elevam o nível de açúcar no sangue, mas nem todos o fazem da mesma maneira, pelo que um esquema alimentar adequado favorece, em muitos casos, a reduçõ dos níveis de glicose.
Com a dieta, pretende-se atingir um peso ideal, favorecer o desenvolvimento normal no caso das crianças e manter os níveis de glicose o mais próximos possível dos valores normais.
A necessidade de dieta é tão antiga como a própria Diabetes. Antes, os regimes eram restritos, embora actualmente sejam estabelecidos em relação com as necessidades de cada doente.
 
Os Alimentos
Todas as funções do organismo envolvem um gasto de energia. Esta energia provém dos alimentos que ao se decomporem são formados por substâncias a que chamamos nutrientes.
Estes nutrientes produtores de energia, são: hidratos de carbono, gorduras e proteínas. Mas os alimentos também são compostos por vitaminas, sais minerais e água, que não têm valor calórico nem energético.
Na dieta do Diabético, como na de todas as pessoas, é necessário que haja equilíbrio entre todos os nutrientes.
Os hidratos de carbono produzem energia (1 grama produz 4 calorias) e encontram-se nos cereais, legumes, batatas e em diversas frutas.
As gorduras produzem muita energia e acumulam-se para serem utilizadas posteriormente pelo organismo (1 grama de gordura produz 9 calorias). São principalmente fornecidas pelo azeite, manteiga, toucinho, banha, etc.
As proteinas também produzem energia (4 calorias por cada grama) e contribuem fundamentalmente para a formação dos tecidos, dos músculos, etc. As de origem animalsão fornecidas principalmente por alimentos como a carne, o peixe, os ovos, o leite e o queijo. As de origem vegetal, encintram-se sobretudo nos legumes.
As vitaminas e sais minerais não têm valor calórico e são fornecidas principalmente pelas hortaliças, os legumes e as frutas.
 
Esquema Alimentar
No esquema alimentar do Diabético, os elementos nutritivos são repartidos diariamente.
O valor calórico total depende de muitos factores, tais como: idade, sexo, actividade física e existência ou não de excesso de peso corporal.
25 calorias/Kg de peso corporal/dia na mulher e 30 calorias/Kg de peso corporal/dia no homem, são as quantidades recomendadas para os não obesos que praticam um exercício físico moderado.
A distribuição dos nutrientes deve ser efectuada como se segue:
v  50-60% sob a forma de hidratos de carbono (100g/dia, como mínimo)
 v  25-30% sob a forma de gorduras;
v  15% sob a forma de proteínas.
Do grupo dos hidratos de carbono há que evitar, na medida do possível, a administração de açúcares simples. As proteínas devem ser de origem animal, pelo menos numa percentagem de 50%. A outra metade deverá ser de oeigem vegetal.
O número de refeições diárias recomendado deve ser de seis:
Três refeições principais (pequeno almoço, almoço e jantar) e outras três intercaladas (a meio da manhã, lanche e antes de deitar).
Deste modo, evitar-se-ão variações bruscas dos níveis de glicose.
O relógio e a balança são indispensáveis na dieta do Diabético. Um esquema alimentar correcto deve ser bem calculado e devidamente ponderado, adaptando-se a um determinado horário.
A dieta “livre” nunca deve ser aplicada.
 
Alterações à Dieta
Para não cair na monotonia, deverá ser utilizada uma tabela de equivalências que permite fazer a substitução de uns alimentos por outros.
A dieta variará em função da idade, sexo, actividade física e existência ou não de excesso de peso, tendo em conta outras circunstâncias, tais como: gravidez, tensão arterial, existência de acetona no sangue, ou qualquer alteração no metabolismo lipídico.
Os alimentos ricos em fibra são aconselháveis, na medida em que ajudam a diminuir as oscilações dos níveis de glicose. Por esse motivo, o consumo de pão e dos chamados produtos integrais, é muito favorável para os diabéticos.
Os “alimentos especiais para Diabéticos” não são geralmente aconselháveis (consulte o seu médico ou nutricionista).
As bebidas alcoólicas fornecem calorias, pelo que podem desiquilibrar a dieta.
O adoçante mais adequado para Diabéticos é a sacarina.
Os refrigerantes, mesmo os amargos, contêm geralmente açúcar, com excepção dos refrigerantes “light”.
Lembre-se que:
v  A dieta é o pilar de base do tratamento da Diabetes;
v   A dieta não significa restrição, mas sim um esquema alimentar específico;
v   A dieta não deve ser rotineira;
v  Reparta os alimentos por cinco ou seis refeições diárias, não passando mais de três horas sem comer;
v  É um erro crer que o bom cumprimento da dieta consiste unicamente na não ingestão de açúcar ou doces;
-          Hidratos de carbono são por exemplo:
§         Batata,
§         Arroz,
§         Massa,
§         Pão,
§         Bolachas,
§         Bolos.
-          Hidratos de carbono aumentam o açúcar no sangue quando ingeridos de forma incorrecta;
-          Comer hidratos de carbono de forma irregular e em quantidades insuficientes pode provocar hipoglicémia, especialmente se toma insulina;
-          A melhor forma de tratar uma hipoglicemia é preveni-la.
 Recomendações:
v      Não se esqueça de nenhuma refeição e coma a horas certas (3 em 3 horas);
v      Pode tomar bebidas dietéticas e sumos naturais sem açucar;
v      Beber bebidas alcoólicas sem comer pode provocar hipoglicémia;
v      Se aumentar a sua actividade física habitual podeajudar abaixar oaçúcar no sangue;
v      Se praticar exercício físico exagerado deve comer mais hidratosde carbono;
v      Em caso de febre, vómitos ou diarreia deve dirigir-se, imediatamente, ao Centro de Saúde ou Hospital mais próximos;
v      Traga sempre açúcar consigo;
v      Identifique-se sempre como Diabético a tomar insulina;
Traga o seu Guia do Diabético, sempre, consigo. Mantenha-o em bom estado, consulte-o e saiba os seus direitos e deveres.

publicado por Dra. Joana Azevedo às 18:50

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3 comentários:
De Como Emagrecer a 1 de Novembro de 2010 às 15:36
Bom artigo! A alimentação é muito importante neste caso. Eu tive muito sucesso ao deixar de tomar sumos e refrigerantes pois todos contém açúcar em demasia e não tem qualquer valor nutritivo.


De Dra. Joana Azevedo a 9 de Janeiro de 2011 às 21:18
obrigada.


Cumprimentos,

Joana Azevedo
podologista


De diabetes mellitus a 4 de Setembro de 2011 às 13:25
Apesar de muitos médicos não focarem muito nesse ponto, ele é extremamente importante. Os sumos e os iogurtes liquidos que muitas crianças tomam como lanche são verdadeiras bombas de açúcar que contém muito pouco valor nutritivo. Parece pouco mas a o efeito comulativo dessa carga de açúcar faz uma grande diferença no desenvolvimento da diabetes tipo 2 e na sensibilidade à insulina.


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